terça-feira, 26 de abril de 2011

Foi um erro

Um erro no projeto estrutural causou o acidente numa estação de tratamento de esgoto da concessionária Águas de Niterói, no domingo (17), em Niterói, na Região Metropolitana do Rio, segundo o laudo divulgado pela companhia nesta quarta (20). Dois moradores que foram arrastados pela onda de esgoto continuam internados, sem previsão de alta.

As investigações foram feitas pela empresa em parceria com o engenheiro civil José Bedran Simões, da Universidade Federal Fluminense (UFF). De acordo com o laudo, o projeto previu uma quantidade insuficiente de ferro (armadura) na junta entre a laje de fundação do tanque e a parede lateral vertical, provocando o acidente.

De acordo com a Secretaria de Estado de Saúde e Defesa Civil (SESDEC), outras oito pessoas também ficaram feridas. Elas foram levadas para o hospital, mas já foram liberadas.

“A perícia constatou que a causa do acidente foi um erro no projeto estrutural, basicamente na armadura de ferro, na junta entre a base e a parede. A parede tem que estar presa com a laje para poder suportar a carga do líquido que está dentro do tanque, e essa ferragem, essa armadura, estava insuficiente”, explicou Dante Luvisotto, diretor da concessionária Águas de Niterói.

Por volta das 13h de domingo, uma parede da Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) Toque-Toque, na Rua Visconde do Rio Branco, esquina com a Praça Doutor Azevedo Cruz, em Ponta A'areia, se rompeu. Segundo a concessionária, a força da correnteza do esgoto que vazou fez com que carros estacionados próximos ao local boiassem e batessem uns nos outros.

Descartamos quaisquer problemas de operação"
Dante Luvisotto
diretor Águas de Niterói

A parede do reservatório que se rompeu tinha 7 metros de altura e 60 de comprimento. Quando caiu liberou 6 milhões de litros, algo como duas piscinas olímpicas e meia de esgoto. Ainda de acordo com a Águas de Niterói, o projeto foi elaborado por uma empresa terceirizada. Dante Luvisotto explicou que o erro foi constatado apenas na área ampliada da estação.

“A estação foi construída em duas etapas: uma em 2004 e outra, de expansão, em 2008. Não há problemas com a estrutura montada na primeira etapa, apenas na segunda. Foram dois escritórios diferentes. A empresa atual, que é responsável pelo projeto de ampliação, já foi notificada. Com esse resultado, descartamos quaisquer problemas de operação”, completou Luvisotto.

Obras devem ser concluídas em 4 meses
O prazo para a elaboração de um novo projeto e a reconstrução do tanque danificado está estimado, segundo a concessionária, em quatro meses. A concessionária reafirma que não houve interrupção no tratamento de esgoto, e a estação continua em operação. Segundo Dante Luvisotto, a estrutura de outro tanque, que também fez parte das obras da ampliação, será reforçada.

“As obras de reconstrução da parede que se rompeu devem começar no início de maio. Além disso, vamos reforçar a estrutura como um todo. Nós já estamos pagando as indenizações e ressarcindo os prejuízos. Toda área do entorno já foi limpa. E agora vamos começar a limpar a área do acidente para dar início às obras. O prazo de conclusão é de quatro meses”, disse.

Dos dez feridos no acidente, dois continuam internados no Hospital de Clínicas de Niterói. De acordo com o boletim médico divulgado na noite desta quarta-feira pela unidade, os dois pacientes estão lúcidos, estáveis, colaborativos, respiram espontaneamente (sem auxílio de aparelhos), e não correm risco de morte.

Ainda de acordo com o boletim, uma das vítimas foi transferida da Unidade de Vigilância Clínica (UVC) para um quarto. O paciente sofreu um traumatismo craniano leve, sem lesão neurológica e, se recupera bem. O outro ferido se recupera no quarto e será submetido na próxima semana a uma cirurgia ortopédica no ombro esquerdo.

Multa de R$ 110 mil
A concessionária Águas de Niterói foi multada em R$ 110 mil pelo Instituto Estadual do Ambiente (Inea), por causa do acidente. De acordo com a presidente do Inea, Marilene Ramos, os técnicos do instituto constataram que o acidente provocou a poluição da água e do solo, infração prevista no artigo 88 da Lei Estadual 3.467. A concessionária pode recorrer da decisão, segundo o Inea.

De acordo com o relatório dos técnicos do Inea, estima-se que 4,3 milhões de litros de esgoto em estágio secundário de tratamento vazaram devido à ruptura da estrutura de concreto armado do tanque de aeração. O relatório aponta ainda que o destino provável do material foi a rede de águas pluviais que deságua em corpos hídricos contribuintes da Baía de Guanabara.

A Secretaria de Estado do Ambiente (SEA) e o Inea decidiram impor, além da multa, outras três sanções à concessionária. A empresa terá que promover uma auditoria ambiental nas estações da empresa, em caráter preventivo, para evitar que acidentes semelhantes voltem a ocorrer. Outra medida é que a concessionária terá que instalar duas ecobarreiras em rios que deságuam na Baía de Guanabara e a implantar um programa de recolhimento de lixo flutuante na baía, além de instalar um biodigestor, em comunidade a ser escolhida, para tratamento de esgoto.

quarta-feira, 20 de abril de 2011

Tsunami de cocô

Enquanto no Japão houve um desastre a poucos dias, a tsunami, o Brasil, Rio de Janeiro, tem sua propria tsunami.
Como ?!. voce aprendeu que hipoteticamente é impossivel haver uma tsunami no Brasil, mais não é o que voce está pensando, a tsunami é de cocô

Uma parede da Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) Toque-Toque da concessionária Águas de Niterói se rompeu, na tarde deste domingo (17), na Rua Visconde do Rio Branco, esquina com a Praça Doutor Azevedo Cruz, próximo ao Mercado de São Pedro, em Ponta A'areia, Niterói, na Região Metropolitana do Rio.

De acordo com a assessoria da concessionária, a força da correnteza do esgoto que vazou fez com que carros estacionados próximos ao local boiassem e batessem uns nos outros.

Segundo o Corpo de Bombeiros de Niterói, que enviou quatro carros ao local, há informações de feridos, mas ainda não se sabe o número exato de vítimas. A corporação informou ainda que, a princípio, pedestres teriam sofrido ferimentos leves ao serem arrastados pela forte correnteza de esgoto.

De acordo com a PM, que faz o isolamento do local para a realização da perícia, pelo menos oito pessoas ficaram feridas e foram encaminhadas para o Hospital Azevedo Lima, em Niterói. Ainda não há informações sobre o estado de saúde das vítimas.

Diretores da empresa estão no local avaliando o que pode ter provocado o acidente.

O site da concessionária informa que o sistema de coleta e tratamento de esgoto de Niterói é composto por sete estações, sendo que a ETE Toque-Toque atende, atualmente, a uma população de aproximadamente 110 mil pessoas.


Abaixo veja votos do estrago :






quarta-feira, 13 de abril de 2011

Crianças em abrigos no japão pedem por Videogames.

Desde que as tragédias do terremoto e tsunami atingiram a costa norte do Japão, muitas pessoas ficaram sem suas casas e estão passando seus dias em abrigos, recebendo ajuda dos fundos de caridade para se manterem. No entanto, algumas pessoas pedem por itens para melhorar sua qualidade de vida. Adultos em maioria pedem por cigarros, mas crianças, pedem por alguns videogames.


Esse é o caso da pequena Haruka Onodera, onde podemos ver logo no início, antes dos caracteres japoneses, as letras “PSP“, pedindo por um portátil da Sony e um simpático desenho da menina, onde ela também pede pelo jogo Monster Hunter, que é uma grande febre no Japão, apesar de teoricamente ela não ter idade para jogá-lo.

Estaria a menina pedindo demais? Com certeza não. No cartaz dela a história continua dizendo que perdeu seus avós no terremoto e que ela gostaria de manter-se forte apesar de todas as adversidades. Haruka rapidamente se tornou um símbolo entre os sobreviventes, servindo de força para todo o povo japonês.

O cantor Masahiro Nakai da boy band Smap, chegou a visitar um dos abrigos em Fukushima, fazendo trabalho voluntário como cozinheiro e dando presentes para as crianças, como alguns Nintendo DS e outros brinquedos. Somados, os cinco membros do Smap doaram mais de ¥400 mil, tanto quanto as maiores empresas.

Esse pequeno desejo de Haruka vem pouco depois do Chefe Executivo da Sony, Jack Tretton, desmerecer os portáteis da Nintendo dizendo que “a experiência GameBoy é uma ótima ferramenta para babás”, enaltecendo o PSP por atingir um público mais velho. Talvez agora ele perceba que o público infantil é tão importante quanto qualquer outro.

terça-feira, 12 de abril de 2011

''Eu me fingi de morto para não levar mais tiros''


Carlos de Souza, sobrevivente de Realengo

O estudante Carlos Matheus Vilhena de Souza não fala mais como um jovem de 13 anos. A voz de garoto e o sorriso de menino dão eco ao relato assustador de um dos alvos do atirador Wellington Menezes de Oliveira, que matou 12 estudantes da Escola Municipal Tasso da Silveira, em Realengo, na zona oeste do Rio, na quinta-feira passada.

Carlos Matheus é um dos 12 alunos que saíram feridos do massacre. Ele levou dois tiros no braço esquerdo, que está imobilizado desde o ombro até o pulso. Uma terceira bala ou fragmento de outro disparo deixou cicatrizes no seu peito. Carlos Matheus fingiu-se de morto para não levar mais tiros. Com dor e assustado, ficou quieto.

O menino, que sonha ser advogado e não gosta de futebol, mas adora mexer no computador e ficar na web (nas mídias sociais, em Orkut e Facebook), viu o assassino recarregar o revólver 38 e atirar contra seus colegas. 'Naquele momento, eu achei que estava morto', disse o garoto, ontem à tarde, em entrevista ao Estado horas depois de receber alta do Hospital Albert Schweitzer.

Como você está? Tem muita dor?

Por enquanto, está bom. Não está doendo, não. Mas é porque eu tomei anestesia (a mãe corrige e diz que foi um analgésico). Foi uma injeção, mãe. É tudo a mesma coisa.

Essa tala está atrapalhando muito? Você é canhoto ou você é destro?

Não está atrapalhando muito, não. Eu escrevo com a mão direita. Sou destro, né? Sempre me confundo. Mas é isso. Sou destro e estou conseguindo fazer minhas coisas, mexer no meu computador...

E de tudo o que você passou, Carlos. O que você lembra?

Não queria falar muito sobre esse assunto. Achei que ia morrer na hora mesmo. Quando levei os tiros, parei de sentir meu braço. Não sei se saiu muito sangue, mas não tinha pressão. Não sentia nada.

O que se passou dentro da sua sala?

Ele entrou e atirou em todos os que ficaram na sala. Só poupou um menino, com quem ele simpatizou. Não sei por quê.

É aquele que apareceu na televisão? O gordinho?

Isso. Mas o Matheus nunca gostou de ser chamado assim (risos).

O que você conseguiu ver lá dentro? Você viu seus amigos machucados?

Sim. Vi um monte de gente no chão. Muito sangue, muita dor.

Você tentou sair da sala?

Não. Tentei me proteger com o braço e fui atingido. Caí no chão na hora. Fingi de morto para ele não me atingir de novo. O Diego (outro menino ferido) ficou do meu lado. Achei que ia morrer mesmo.

Em qual sala você estava?

Na sala da professora Patrícia. Ela se mandou na hora e deixou a gente sozinho.

Você está chateado com a professora?

Não. Foi uma reação normal. Ela saiu correndo. Se tivesse ficado, talvez também fosse atingida. É assim mesmo. Eu teria feito a mesma coisa. Não adianta ficar chateado.

Você entendeu o que aconteceu?

Nem tentei. Não tem nenhuma explicação.

domingo, 10 de abril de 2011

" Ação demoníaca "

Pastor batista afirma que a chacina em Realengo foi uma " Ação demoníaca " e classifica como " início do fim dos tempos ".

Pastor Neil Barreto, da Igreja Batista Betânia, situada próximo ao local onde ocorreu a chacina, comentou sobre a tragédia: “Nós vivemos certamente o início dos tempos dos fins … o que nós vimos hoje foi um ser humano em guerra consigo mesmo … sem sentido para viver.”

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Para Barreto, o atirador já era um “morto” e “só estava vivo biologicamente. Ele iria concretizar o que de fato já era – se encontrar com a morte – Porque ele era um morto.”

Segundo o pastor, a informação da irmã de que o atirador era fundamentalista islâmico “não confere,” dizendo que ele era um garoto do bairro que na verdade não encontrou amigos, não tinha relacionamento social, na verdade um garoto que nunca se encontrou consigo.”

Barreto afirma que isso trata de uma ação demoníaca, enquanto enfatiza que as crianças são a esperança para o futuro.

“Essa é uma ação demoníaca que quer roubar de nós a esperança que quer roubar de nós o futuro.”

A Igreja, ele diz, tem pelo menos umas 30 pessoas que estudavam na escola das vítimas, mas nenhuma foi atingida. Vendo pela televisão, ele reconheceu várias mães de sua Igreja. Seus filhos eram próximos das vítimas.

“De alguma forma todos nós fomos alcançados,” disse ele querendo frizar que ele crê que “é uma ação demoníaca, tentando atingir crianças que representam o nosso futuro e a nossa esperança.”

“Mas não vão conseguir,” concluiu ele.

A carta do assassino da chacina em Realengo


“Primeiramente deverão saber que os impuros não poderão me tocar sem luvas, somente os castos ou os que perderam suas castidades após o casamento e não se envolveram em adultério poderão me tocar sem usar luvas, ou seja, nenhum fornicador ou adúltero poderá ter um contato direto comigo, nem nada que seja impuro poderá tocar em meu sangue, nenhum impuro pode ter contato direto com um virgem sem sua permissão, os que cuidarem de meu sepultamento deverão retirar toda a minha vestimenta, me banhar, me secar e me envolver totalmente despido em um lençol branco que está neste prédio, em uma bolsa que deixei na primeira sala do primeiro andar, após me envolverem neste lençol poderão me colocar em meu caixão. Se possível, quero ser sepultado ao lado da sepultura onde minha mãe dorme. Minha mãe se chama Dicéa Menezes de Oliveira e está sepultada no cemitério Murundu. Preciso de visita de um fiel seguidor de Deus em minha sepultura pelo menos uma vez, preciso que ele ore diante de minha sepultura pedindo o perdão de Deus pelo o que eu fiz rogando para que na sua vinda Jesus me desperte do sono da morte para a vida eterna.

Eu deixei uma casa em Sepetiba da qual nenhum familiar precisa, existem instituições pobres, financiadas por pessoas generosas que cuidam de animais abandonados, eu quero que esse espaço onde eu passei meus últimos meses seja doado a uma dessas instituições, pois os animais são seres muito desprezados e precisam muito mais de proteção e carinho do que os seres humanos que possuem a vantagem de poder se comunicar, trabalhar para se alimentarem, por isso, os que se apropriarem de minha casa, eu peço por favor que tenham bom senso e cumpram o meu pedido, por cumprindo o meu pedido, automaticamente estarão cumprindo a vontade dos pais que desejavam passar esse imóvel para meu nome e todos sabem disso, senão cumprirem meu pedido, automaticamente estarão desrespeitando a vontade dos pais, o que prova que vocês não tem nenhuma consideração pelos nossos pais que já dormem, eu acredito que todos vocês tenham alguma consideração pelos nossos pais, provem isso fazendo o que eu pedi."

Existem muitos adjetivos que descrevem esse individuo : Maluco, Assassino, Doente mental, Pisicopata, Fanático religioso, mais só existe um adjetivo certo : Sem Deus, Sem Deus em sua vida.

Rodrigo Constantino fala sobre chacina.

Rodrigo Constantino

Não quero comentar em detalhes a verdadeira tragédia em Realengo. Que aquelas tristes famílias possam sofrer em paz o luto de suas perdas, longe do oportunismo dos abutres de sempre.

Apenas destaco que é abominável ver certos “especialistas” tentando culpar A, B ou C pelo crime bárbaro. Uma psicóloga chegou a colocar a culpa do “bullying”, modismo do momento. Outros condenam as armas, ignorando que o Estatuto do Desarmamento já completou sete anos de vida, e só não retirou as armas dos bandidos ou assassinos. Alguns adoram condenar a “cultura”, especialmente quando o atentado se passa nos Estados Unidos.

Mas crimes como este já ocorreram nos Estados Unidos, na Escócia, em Israel, na China, e até na pacata Finlândia, mais de uma vez. Maluco é maluco, e os demais fatores podem, no máximo, fornecer o contexto. Não vamos apelar para o reducionismo ou culpar um fator específico qualquer. Somos obrigados a conviver num mundo em que barbaridades como esta podem ocorrer, sem uma causa aparente ou simples, e sem uma garantia segura para evitá-la.

Desde que o homem é homem, alguns demonstram quão monstruosa a espécie pode ser. O fato de tais atos produzirem profundo choque e consternação na imensa maioria, entretanto, nos dá alguma esperança no futuro. Mas sempre conviveremos com esses tais monstros entre nós. Eis um fato, por mais lamentável que seja.

" Tenho medo de voltar à escola "

" Tenho medo de voltar à escola ", diz sobrevivente da chacina em Realengo.

RIO DE JANEIRO, 7 Abr 2011 (AFP) -Pamela tem 13 anos e agora não quer mais voltar à escola Tasso da Silveira porque tem medo que se repita o tiroteio desta quinta-feira ao qual sobreviveu, mas perdeu sua amiga Larissa e outros dez coleguinhas.

"Tenho medo de voltar à escola", confessa Pamela Cristina Ferreira, que cursa o sétimo anos nesta escola de Realengo. "Eu não quero que ela saia, mas vou procurar uma nova escola para ela", explica sua mãe, Simone Ferreira, de 38 anos, em entrevista à AFP.

Pamela saiu ilesa do ataque de um ex-aluno de 24 anos, que cometeu suicídio após matar 11 crianças e ferir outras 12.

"Ouvi os disparos, mas não vi nada. Estava no terceiro andar da escola e uma colega disse gritando que a gente fosse para o auditório, no quarto andar", conta a menina visivelmente abalada.

"Bloqueamos as portas do auditório com armários com a orientação dos professores. A gente estava em pânico, mas ficamos tranquilos até que chegou a polícia e tudo acabou", prosseguiu.

No hospital Albert Schweitzer, fortemente protegido pela Polícia Militar, os familiares e amigos das vítimas se concentraram. Foi lá que Pamela recebeu a notícia de que sua colega de turma, Larissa, de 15 anos, havia morrido.

A poucos metros, um mulher desconsolada, abraçada ao companheiro, repetia incessantemente "minha filha se foi". Ela não quis contar sua história.

Os moradores de Realengo também pareciam não conseguir acreditar no que aconteceu. Muitos ajudaram no transporte das vítimas.

"Vivo a cinco minutos do colégio. Ela (uma das meninas feridas) chegou em minha casa com uma bala nas costelas. Ao vê-la, a levei para o hospital imediatamente", contou José Marques, de 28 anos, referindo-se a Renata, que conseguiu sobreviver aos ferimentos, segundo os pais.

"Ela estava na escada quando tudo começou, mas agora está bem", contou Vera, mãe da menina de 13 anos.

Diante da escola municipal, o chão da casa de Elizer, um funcionário dos correios de 50 anos, havia marcas de sangue. Dois meninos conseguiram pular o muro e bateram em sua porta. Foram levados para o hospital.

Outro pai contou os momentos que viveu durante o ataque.

"Minha esposa me ligou desesperada para que eu voltasse para casa. Nossa filha de 11 anos estuda lá. Ela está bem, mas fiquei preocupado", explicou Jorge.

Como Simone, muitos pais querem saber como este ex-aluno conseguiu entrar no prédio e cometer esse massacre. "Como ele entrou na escola se existem dois pontos de controle? Não entendo", reclamava um pai. Ninguém deu uma resposta.

"Nunca pensei que isso aconteceria aqui, parece mentira. Só tinha visto isso nos Estados Unidos... E agora? Como posso ficar tranquilo quando meu filho for para a escola?", concluiu Jorge.

sábado, 9 de abril de 2011

Paradoxo do Nosso Tempo - George Carlin

Nós bebemos demais, gastamos sem critérios. Dirigimos
rápido demais, ficamos acordados até muito mais tarde,
acordamos muito cansados, lemos muito pouco, assistimos TV
demais e raramente estamos com Deus.

Multiplicamos nossos bens, mas reduzimos nossos valores.

Nós falamos demais, amamos raramente, odiamos
freqüentemente.

Aprendemos a sobreviver, mas não a viver; adicionamos anos
à nossa vida e não vida aos nossos anos.

Fomos e voltamos à Lua, mas temos dificuldade em cruzar a
rua e encontrar um novo vizinho. Conquistamos o espaço, mas
não o nosso próprio.

Fizemos muitas coisas maiores, mas pouquíssimas melhores.

Limpamos o ar, mas poluímos a alma; dominamos o átomo,
mas não nosso preconceito; escrevemos mais, mas aprendemos
menos; planejamos mais, mas realizamos menos..

Aprendemos a nos apressar e não, a esperar.

Construímos mais computadores para armazenar mais
informação, produzir mais cópias do que nunca, mas nos
comunicamos cada vez menos.

Estamos na era do 'fast-food' e da digestão lenta;
do homem grande de caráter pequeno; lucros acentuados e
relações vazias.

Essa é a era de dois empregos, vários divórcios, casas
chiques e lares despedaçados.

Essa é a era das viagens rápidas, fraldas e moral
descartáveis, das rapidinhas, dos cérebros ocos e das
pílulas 'mágicas'.

Um momento de muita coisa na vitrine e muito pouco na
dispensa.

Uma era que leva essa carta a você, e uma era que te
permite dividir essa reflexão ou simplesmente clicar
'delete'.

Lembre-se de passar tempo com as pessoas que ama, pois elas
não estarão aqui para sempre.

Lembre-se dar um abraço carinhoso em seus pais, num amigo,
pois não lhe custa um centavo sequer.

Lembre-se de dizer 'eu te amo' à sua companheira(o)
e às pessoas que ama, mas, em primeiro ame a Deus,
e em segundo lugar, se ame...
se ame muito.

Um beijo e um abraço curam a dor,
quando vêm de lá de dentro.

Por isso, valorize sua familia e as pessoas que estão ao
seu lado, sempre.

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Japão deve monitorar fauna marítima de Fukushima, dizem especialistas

A divulgação pela empresa Tokyo Electric Power (Tepco) de que estão sendo despejadas no Oceano Pacífico 11,5 mil toneladas de água radioativa acumuladas na central da usina de Fukushima exigirá que o governo monitore possíveis problemas na fauna e flora local, segundo especialistas ouvidos pelo G1. Ainda assim, segundo eles, o risco é baixo porque a radiação é diluível no mar.

De acordo com a empresa, os índices de radiação na água que está sendo jogada ao mar são aproximadamente 100 vezes acima do normal.

O líquido está sendo liberado com um corante para tentar determinar a rota da contaminação.

A Tepco afirma que o nível de radiação é considerado “relativamente baixo”.

Segundo o presidente da Associação Brasileira de Energia Nuclear (Aben), Edson Kuramoto, a radiação se dilui na água.

“Esta água que está sendo despejada no mar foi usada para refrigerar os reatores, e por isso adquiriu radiação. É uma quantidade pequena em comparação com o mar, e se diluirá com o tempo”, disse ele

Usina japonesa despeja milhares de toneladas de água radioativa no oceano

OFUNATO, Japão — A operadora da central nuclear de Fukushima começou nesta segunda-feira a jogar 11.500 toneladas de água levemente radioativa no oceano para permitir a reparação do sistema de resfriamento dos reatores e evitar uma catástrofe pior do que a de Chernobyl.

Enquanto isso, o Japão indicou que o desastre ocorrido no dia 11 de março no nordeste do país e o acidente nuclear posterior poderão ter um impacto em sua política ambiental.

Mais de três semanas depois da tragédia, o registro provisório da polícia é de 12.157 mortes confirmadas e 15.496 desaparecidos, que tiveram seus corpos levados provavelmente pelo mar.

A central Fukushima Daiichi (N°1), localizada próximo ao Oceano Pacífico, cerca de 250 km ao norte de Tóquio e de seus 35 milhões de habitantes, não resistiu a uma onda gigante de 14 metros.

O sistema de fornecimento de energia dos seis reatores ficou fora de funcionamento, causando a paralisação das bombas de resfriamento do combustível nuclear. Quatro reatores começaram a aquecer de forma perigosa, provocando explosões e o vazamento de fumaça radioativa.

Depois de ter jogado incessantemente milhares de toneladas de água nas instalações, trabalhadores, bombeiros e soldados conseguiram impedir que as barras de combustíveis ficasse superaquecidas, evitando assim uma catástrofe nuclear muito mais grave do que a de Chernobyl, em 1986.

Mas esta operação provocou enormes inundações nas salas e nas galerias subterrâneas, que foram invadidas por milhares de toneladas de água radioativa, dificultando o trabalho de reparação da rede elétrica e dos circuitos de resfriamento.

O porta-voz da proprietária da central, Tokyo Electric Power (TEPCO), lembrou que a água contaminada tinha se acumulado nas salas de máquinas, em particular na do reator 2, com um índice de radioatividade superior a 1.000 milisieverts por hora, o que impede qualquer atividade humana.

"É necessário esvaziar depósitos usados para o tratamento de dejetos. Mas esses depósitos estão atualmente cheio de 10.000 toneladas de água levemente radioativa. É preciso retirá-la", explicou.

O representante da TEPCO afirmou que essa operação, que vai durar cinco dias, não terá consequências para a saúde.

Parte da água contaminada procedente do reator 2 é jogada no oceano por uma brecha de 20 centímetros descoberta em uma fossa situada acima do nível do mar.

"Não houve mudanças significativas na quantidade de água que vaza. Não conseguimos o principal objetivo de conter o vazamento de água", disse o porta-voz da TEPCO.

Enquanto continuava a corrida contra o relógio para impedir uma catástrofe incontrolável na usina de Fukushima Daiichi, os funcionários japoneses que acompanham as negociações internacionais da ONU sobre o clima sugeriram que o Japão poderá revisar para baixo suas metas de redução das emissões de carbono.

O acidente nuclear obrigará o Japão a revisar a sua ambiciosa meta de reduzir em 25% as emissões de CO2 antes de 2020, em comparação com o nível de 1990, segundo informações da imprensa.

Essa meta pode ser revisada, declarou Hideki Minamikawa, vice-ministro japonês do Meio Ambiente, em Bangcoc.

No campo econômico, aumentam os temores de uma crise ainda maior do que se esperava. Uma pesquisa feita nesta segunda-feira sugere que o golpe pode ser massivo.

O Banco do Japão indicou que, segundo a pesquisa trimestral Tankan, a previsão da confiança das importantes empresas manufatureiras japonesas para o trimestre de abril a junho cairá a 2 pontos, levando-se em consideração os efeitos do terremoto e do tsunami, contra +3 para as empresas consultadas antes da tragédia.

Mundo deve mudar sua visão nuclear após Fukushima (AIEA)Alojado por Google Regressar ao Google Notícias Mundo deve mudar sua visão nuclear após Fukush

VIENA — O mundo terá que modificar seu parecer sobre a energia nuclear depois da crise em curso na central de Fukushima 1, no Japão, declarou nesta segunda-feira, em Viena, o diretor da Agência Internacional de Energia Nuclear (AIEA) Yukiya Amano.

"A crise em Fukushima Daiichi tem consequências enormes para a energia atômica e deixa-nos confrontados a um desafio maior", disse ele num discurso de introdução a uma reunião da Convenção sobre a Segurança Nuclear (CSN), que começa nesta segunda-feira em Viena e vai até 14 de abril.

"Não podemos retomar uma visão rotineira" após um tal acidente, acrescentou.

A central de Fukushima 1 foi severamente destruída pelo terremoto e tsunami gigantes que varreram o nordeste do Japão em 11 de março. Operários, bombeiros e soldados derramaram dezenas de milhares de toneladas de água nas instalações dia e noite para impedir que as barras de combustível nos reatores entrem em fusão.

Se a prioridade consiste atualmente em estabilizar os reatores, também é preciso "começar também o processo de reflexão e avaliação" sobre o uso civil em geral do átomo, disse o chefe da AIEA.

O acidente foi motivo de "uma viva discussão sobre o fato de saber se deveríamos ou não desenvolver a energia nuclear", acrescentou o chefe da autoridade da segurança nuclear chinesa, Li Ganjie, que preside a reunião da CSN.

Numerosos países estão em vias de reavaliar sua política ou seus projetos em matéria de energia nuclear, destacou Amano.

No final de 2010, mais de 60 Estados informaram à AIEA, que têm como missão promover o uso pacífico e seguro do átomo, que pensavam em colocar em prática programas de energia nuclear, e quase a totalidade do conjunto dos 29 países dotados de tais programas indicaram querer ampliá-los.

Segundo Amano, os principais fatores em favor da energia atômica - aumento da demanda mundial de energia, preocupações com as mudanças climáticas, e volatilidade dos preços do petróleo ou do gás - "não mudaram após Fukushima."

Mas "as preocupações de milhões de pessoas no mundo a respeito da energia nuclear devem ser levadas a sério", reconheceu.

"Uma adesão completa aos critérios de segurança internacionais mais rigorosos e uma completa transparência, nos bons e nos maus momentos, são vitais para restabelecer e manter a confiança da população na energia nuclear", estimou.

Na trilha da crise japonesa, as nações da União Europeia decidiram realizar testes de resistência em suas centrais.

A Convenção sobre a Segurança Nuclear, ratificada pelo conjunto de países que dispõem de centrais nucleares, entrou em vigor em 1996, após as catástrofes de Three Miles Island, nos Estados Unidos, e de Chernobyl, na Ucrânia.

Ela visa melhorar a segurança nos reatores eletronucleares em uso. Seus especialistas se reúnem a cada três anos sob o patrocínio da AIEA.

Condições do solo são avaliadas na Região Serrana do RJ

Técnicos da Embrapa visitaram propriedades rurais atingidas pela chuva no início do ano na Região Serrana do Rio de Janeiro. Eles querem saber as condições do solo para o replantio.

Em uma área no município de Nova Friburgo, Região Serrana do Rio de Janeiro, existiam cerca de 700 pés de tomate, produção de Margarete Ferreira, que era acompanhada de perto pela Embrapa.

Quando a região foi atingida por fortes chuvas no começo do ano, só na zona rural, os prejuízos passaram de R$ 260 milhões, segundo do governo do estado. Depois da tragédia, tudo foi perdido. Parte das lavouras foi levada e outra parte soterrada.

A terra do barranco que deslizou acabou levando para área de plantação um solo muito pobre em nutriente. Para recuperar a área, o produtor teve que começar do zero e investir tempo e fertilizante antes de recomeçar a plantação.

Para que o plantio volte a acontecer nestas áreas, é preciso que seja feito um estudo sobre fertilidade do solo. É com este objetivo que pesquisadores de diversos órgãos estão trabalhando na região. Logo depois da tragédia, ainda no mês de janeiro, foi feito um levantamento da área e elaborada uma proposta de trabalho que depende agora de recursos para ser implementada. “É muito importante que se obtenha recursos junto aos governos estadual e federal para que se possa colocar em andamento essa proposta que a Embrapa fez, tanto em estudo do solo, do ambiente, da vegetação, do sistema de produção, a própria transferência de tecnologia e a educação ambiental”, disse Renato Linhares de Assis, agrônomo da Embrapa.

A ideia é analisar o solo para descobrir as principais deficiências. Com os resultados em mãos, os pesquisadores poderão instruir os agricultores que precisam urgente recomeçar o plantio.

O governo do Rio de Janeiro deve liberar, este mês, R$ 1 milhão, que serão destinados a ações emergenciais da Embrapa, da Emater e da Empresa de Pesquisa Agropecuária do Estado. Outros R$ 7 milhões, previstos para as obras de médio prazo, estão sendo negociados com o Governo Federal.

domingo, 3 de abril de 2011

Japão: sofrendo em silêncio.

Japão, pais acostumadocom terremotos, pais que vive com esses tremores, mais o que aconteçeu em março foi o maior que eles ja viram.
O japão mostrou garra ao passar por toda essa tragedia de cabeça erguida, mostrando que ja estavam acostumados com isso tudo, falando que estava tudo sobre controle, fazendo rodovias em seis dias, e falando que isso era normal, que ja passaram por isso varias vezes, mas na verdade não é bem assim.
Esse desastre, como eu falei, foi o maior ja registrado no japão, teve os tremores do terremoto,mais logo depois veio uma tsunami enorme devastando tudo pela frente, e eles querem se mostrar superiores nisso tudo,mas não são.
Em noticias, na internet, jornais, radio e etc.., você fica sabendo que eles conseguiram "driblar" a situação, você vê videos deles construindo rodivias, sem preucupação no rosto,mais isso é tudo mentira.
O governo quer se mostrar superior, mais quantas familias devem estar chorando agora por perder entes queridos, isso eles não mostram, por que foram mais de 10.000 mortes, muitas das familias devem estar abaladas por sua perda, por esse desastre, e eles mesmo assim querem se mostrar superiores.

Peço que reflitam.