Técnicos da Embrapa visitaram propriedades rurais atingidas pela chuva no início do ano na Região Serrana do Rio de Janeiro. Eles querem saber as condições do solo para o replantio.
Em uma área no município de Nova Friburgo, Região Serrana do Rio de Janeiro, existiam cerca de 700 pés de tomate, produção de Margarete Ferreira, que era acompanhada de perto pela Embrapa.
Quando a região foi atingida por fortes chuvas no começo do ano, só na zona rural, os prejuízos passaram de R$ 260 milhões, segundo do governo do estado. Depois da tragédia, tudo foi perdido. Parte das lavouras foi levada e outra parte soterrada.
A terra do barranco que deslizou acabou levando para área de plantação um solo muito pobre em nutriente. Para recuperar a área, o produtor teve que começar do zero e investir tempo e fertilizante antes de recomeçar a plantação.
Para que o plantio volte a acontecer nestas áreas, é preciso que seja feito um estudo sobre fertilidade do solo. É com este objetivo que pesquisadores de diversos órgãos estão trabalhando na região. Logo depois da tragédia, ainda no mês de janeiro, foi feito um levantamento da área e elaborada uma proposta de trabalho que depende agora de recursos para ser implementada. “É muito importante que se obtenha recursos junto aos governos estadual e federal para que se possa colocar em andamento essa proposta que a Embrapa fez, tanto em estudo do solo, do ambiente, da vegetação, do sistema de produção, a própria transferência de tecnologia e a educação ambiental”, disse Renato Linhares de Assis, agrônomo da Embrapa.
A ideia é analisar o solo para descobrir as principais deficiências. Com os resultados em mãos, os pesquisadores poderão instruir os agricultores que precisam urgente recomeçar o plantio.
O governo do Rio de Janeiro deve liberar, este mês, R$ 1 milhão, que serão destinados a ações emergenciais da Embrapa, da Emater e da Empresa de Pesquisa Agropecuária do Estado. Outros R$ 7 milhões, previstos para as obras de médio prazo, estão sendo negociados com o Governo Federal.
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